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O Bairro Azul está em vias de ser classificado Imóvel
de Interesse Municipal mas, no entanto, uma série de prédios apresenta problemas graves de conservação e de má recuperação,
o trânsito e o estacionamento são caóticos, e faltam árvores apesar das promessas em contrário.
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Pode ler-se no site do
"Edificado nos anos 30 do século XX, e posteriormente ampliado, na década de 60, o Bairro Azul, assim
designado devido à cor das persianas dos prédios, surge como testemunha do alargamento da cidade,
motivado pelo crescimento económico e demográfico, mas denota também, a fixação definitiva de uma linguagem Art Déco, que caracterizou a arquitectura deste período, e os edifícios habitacionais
da alta burguesia (FRANÇA, 1985, p. 238). O Bairro Azul não surge, no entanto, como um acto isolado, devendo ser integrado
no âmbito dos estudos e projectos de desenvolvimento da Avenida da Liberdade e arranjo do Parque Eduardo VII que, desde
a década de 1920, ocupavam arquitectos e urbanistas como J. C. Forrestier, os irmãos Mac Bride, ou Cristino da Silva (IDEM).
Para a zona da Palhavã, estava projectada uma vasta urbanização, que dava pelo nome de Bairro de França,
mas que nunca chegou a ser concretizada. Na verdade, apenas foram construídas as três ruas que estruturam o Bairro Azul, o
que explica a sua implantação em triângulo, resultante de um isolamento que não estava previsto no plano inicial. (...) Um
dos elementos de maior interesse neste conjunto urbano é a unidade e homogeneidade alcançada (...)
A organização do Bairro é delineada pelas Rua Fialho de Almeida, Avenida Ressano
Garcia, e Avenida Ramalho Ortigão -, paralelas entre si, separadas por prédios de gaveto. Destacam-se, pela sua monumentalidade,
os dois que definem a artéria central, e que determinam uma espécie de entrada, ou fachada nobre (...) com remate em frontão
triangular, e galerias de cobertura suportadas por colunas (...) A implantação do bairro, efectuada em terreno de declive
acentuado, não seguiu a racional linha de volumetria estanque, razão pela qual a diferenciação de cotas não foi disfarçada
na altura conjunta dos prédios (...) As fachadas (...) utilizando elementos decorativos como baixos relevos, ou painéis cerâmicos, a par de outros como balaustradas, frontões, alpendres, e frisos,
sem função estrutural."
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O
objectivo é tornar este bairro, em vias de classificação como Imóvel de Interesse Municipal mas com problemas
graves de conservação e de má recuperação do edificado, com trânsito e estacionamento caóticos, e quase sem árvores, naquilo
que já foi: um bairro de excelência.
Medidas:
1. Intimação aos proprietários de cerca de 30 prédios para que recuperem as fachadas, coberturas e traseiras (mau uso dos logradouros,
escadas de incêndio e fachadas em péssimo estado, etc.). Consideramos como prioritários os prédios Nº 6 e 18, da Rua Fialho
de Almeida; Nº 3, 5, 14, 17, 18, 19, 21 e 37, da Avenida Ressano Garcia; Nºs 13, 18, 19, 29 e 35., da Avenida Ramalho Ortigão;
e Nºs 179, 191 e 199, na Avenida António Augusto de Aguiar.
2. Solicitar ao IGESFAR a participação directa na elaboração
dos respectivos cadernos de encargos e o acompanhamento no terreno, de modo a que nenhuma das intervenções seja mal feita
(ex. materiais, técnicas e procedimentos).
3. Devolver a cor azul ao bairro, isto é, obrigar os proprietários dos
prédios objecto de classificação, a pintarem de azul as respectivas persianas.
4. Reclamar ao Metro e à CML a requalificação paisagística da área a sul da Av.Ressano Garcia e Rua Fialho de Almeida com
alargamento dos passeios, plantação de mais árvores, com estacionamento disciplinado e esplanadas mais amplas.
5. Reclamar à CML o condicionamento do trânsito automóvel
na Av.Ressano Garcia e Rua Fialho de Almeida, tal qual o Bairro Alto devido à pressão exercida por força da presença do
SAMS; El Corte Inglês, Mesquita e Centro de Negócios (Totta + BNC), em conssoância com a Comissão de Moradores do Bairro Azul/S.O.S.
Bairro Azul.
6. Reclamar à CML a requalificação dos impasses entre Av.Ressano Garcia e R. Fialho de Almeida, e Av.Ressano Garcia
e Av.Ramalho Ortigão com construção de estacionamento subterrâneo em exclusivo para moradores, e plantação de relvado
e árvores à superfície para fruição como pátios interiores.
7. Harmonização das esplanadas a nível do mobiliário, guarda-sóis e marquises
dos estabelecimentos de restauração.
8. Substituição dos perfis de alumínio inestéticos das janelas e portas dos prédios das zonas abrangidas pela
zona de protecção.
9. Reclamar a plantação de árvores na Rua Ramalho Ortigão.
10. Garantir a
manutenção do comérico tradicional que ainda resta no bairro, a começar pela Mercearia do Bairro Azul, em risco de
ser descaracterizada com a remoção das prateleiras e mobiliário em madeira originais, por outros em alumínio e vidro, supostamento
por imposição das normativas comunitárias.
11. Estabelecimento de protocolo com a Universidade Nova com vista à fruição pública dos jardins do Palácio Mendonça e conhecimento
ao público do próprio palacete.
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ATENTADO AO PATRIMÓNIO!!

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| (Av.A.A.Aguiar, Nº 191) |
Este magnífico prédio está a ser objecto de vandalização pelo proprietário desrespeitando as regras impostas pelo
processo de classificação do Bairro Azul. O caso já foi denunciado à CML, pois as obra não estavam autorizadas, mas o facto
é que o portão de acesso as traseiras já foi destruído e a zona das garagens já sofreu danos irreversíveis.
HÁ QUE IMPÔR A LEI.
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